Olimpismo

Os jogos Olímpicos são o maior evento desportivo em todo mundo, realizam-se sob administração directa do Comité Internacional Olímpico (C.I.O.) e em alternância de dois em dois anos, sempre em anos pares, entre jogos de verão e jogos de inverno.
 
Os locais de realização dos jogos são decididos pela estrutura do C.I.O. mediante as candidaturas apresentadas.
 
Os princípios gerais dos jogos olímpicos estão representados na sua bandeira, cinco anéis de cores diferentes entrelaçados representam os cinco continentes significando a união, paz e concórdia entre os povos.
 
Os jogos Olímpicos são assim o ponto de encontro de amizade e fair-play entre os atletas de todos os países, raças e religiões.
 
O lema Olímpico - Citius, Altius, Fortius - (que em grego significa O Mais Rápido, O Mais Alto, O Mais Forte) foi criado pelo  monge francês Didon, amigo do Barão Pierre de Coubertin (impulsionador dos Jogos Olímpicos da Era Moderna), no ano de 1890. Este lema está intrinsecamente associado às modalidades desportivas praticadas nos Jogos Olímpicos.
 
O Olimpismo ou Movimento Olímpico é a manifestação suprema da importância do desporto a nivel internacional. Envolve toda a substancia da ética desportiva tendo como meta principal a união entre nações, o respeito entre os povos, a harmonia e paz mundial.
 
O Olimpismo tem como documento fundamental a Carta Olímpica. Esta carta regula todos os procedimentos das entidades olímpicas, inclusive do C.I.O. enquanto entidade máxima do movimento e dos comités olímpicos nacionais.
 
A principal manifestação do Olimpismo é obviamente a realização dos Jogos Olimpicos.
 
No entanto, a sua principal missão é fomentar e expandir a ética desportiva conhecida como Espírito Olímpico, que é representado por uma diversidade de símbolos, emblemas e rituais olímpicos (Ex: Anéis olímpicos, o lema “Citius, Altius, Fortius”, as mascotes de cada edição dos jogos, a bandeira olímpica, os juramentos etc...). Este conteúdo ético acompanhado da amplitude cultural, social e até politica do Olimpismo fazem do Movimento Olimpico uma das mais importantes associações da historia da humanidade.

Jogos da Antiguidade

Estes jogos revestiam-se de um carácter não só desportivo mas também religioso, realizando-se de 4 em 4 anos, na cidade de Olímpia.
 
Os jogos eram realizados como forma de louvor a Zeus, o Deus dos deuses, Deus do Céu e do trovão e magnânimo soberano do monte Olimpo.
 
Além do desporto e religiosidade, os gregos procuravam através dos jogos Olímpicos a paz e a harmonia entre as cidades que compunham a civilização grega.
 
Nos jogos ficava também patente a enorme importância que os gregos davam aos desporto e a manutenção de um corpo saudável.
 
Constavam do programa olímpico da antiguidade as seguintes modalidades desportivas:
Boxe, Remo, Corridas Equestres, Corridas de mensageiros e trombeteiros, e como prova rainha o Pentatlo, composto por 5 provas; lançamento do disco, lançamento do dardo, salto em comprimento, corrida e luta livre.
 
Estes jogos assumiam uma importância tal que chegavam a parar guerras durante a sua realização. Os vencedores das provas eram vistos como heróis nacionais, tendo como prémio da sua vitória desportiva uma coroa de louros, só mais tarde passaram a receber também prémios pecuniários.

Jogos da Era Moderna

Após varias tentativas infrutíferas de fazer renascer os jogos, coube a um aristocrata francês, o barão Pierre de Coubertin a glória de tal feito. Pierre de Coubertin foi o impulsionador e fundador do C.I.O. em 23 de Junho de 1894. O C.I.O. é uma organização não governamental, e tem como função a realização, administração, e legislação dos jogos Olímpicos, segundo os mandamentos da filosofia Olímpica e regido pela carta olímpica.
 
Sob sua tutela estão todos os direitos comerciais dos Jogos Olímpicos, direitos de autor, marcas registadas, direitos das mais valias dos patrocínios, direitos sobre os símbolos olímpicos.

 

O C.I.O. tem como membros federados os comités olímpicos de cada país, e que conjuntamente com o C.I.O., com as federações desportivas internacionais e com o comité organizador de cada edição dos jogos, colectivamente são designados de Movimento Olímpico.

 
Os primeiros Jogos Olímpicos realizados sobre a administração do C.I.O. datam de 1896, e tiveram lugar na emblemática cidade de Atenas. A estes primeiros jogos apresentaram-se 14 países, com um total de 241 atletas, números bem diferentes dos 204 países e mais de 10.500 atletas que se apresentaram na edição dos jogos em Pequim 2008.
 
Num mundo em permanente evolução social, económica, politica, cultural, e também desportiva o Movimento Olímpico foi-se continuamente adaptando e evoluindo no sentido de acompanhar e adaptar-se às novas realidades. Assim, além dos jogos olímpicos de verão nascem também no seio do C.I.O. os jogos de inverno, os jogos ParaOlímpicos e os jogos da juventude.
 
A evolução do Movimento Olímpico durante o século XX obrigou o C.I.O. a adaptar os Jogos para o mundo da mudança das circunstâncias sociais. Alguns destes ajustes incluíram a criação dos Jogos de Inverno para desportos no gelo e na neve, os Jogos ParaOlímpicos de atletas com deficiência física e os Jogos Olímpicos da Juventude para atletas adolescentes. O C.I.O. também teve de acomodar os Jogos para as diferentes variáveis económicas, políticas e realidades tecnológicas do século XX. Como resultado, os Jogos Olímpicos afastaram-se do amadorismo puro, como imaginado por Coubertin, para permitir a participação de atletas profissionais. A crescente importância dos meios de comunicação gerou a questão do patrocínio corporativo e a comercialização dos Jogos.

Jogos de Inverno

Como forma de colmatar a injustiça da natural impossibilidade das modalidades de inverno, pela sua necessidade de condições climatéricas especificas, ficarem de fora dos jogos olímpicos, no congresso de Lausanne de 1921 foi criado pelo C.I.O. a  organização de uns jogos olímpicos de inverno.
 
Os primeiros jogos olímpicos de inverno realizaram-se em 1924 na cidade de Chamonix, em França.
 
Até 1992 os jogos de inverno decorriam no mesmo ano dos jogos de verão, mas o crescimento continuo dos jogos, aliado a uma logística cada vez mais pesada e a uma organização cada vez mais exigente ditaram que os jogos de inverno fossem intercalados com os de verão de dois em dois anos.

Jogos ParaOlímpicos

Como forma de promover a reabilitação dos soldados feridos e mutilados da segunda grande guerra mundial, Sir Ludwig Guttmann, organizou em 1948 um grande evento multi-desportivo entre os doentes internados ou em recuperação nos vários hospitais em Inglaterra, esse evento teve lugar na cidade de Stoke Mandeville.
 
Este evento manteve-se conhecido como Stoke Mandeville Games, nos doze anos subsequentes.
 
Nos jogos Olímpicos de Verão de 1960, em Roma, Guttman trouxe 400 atletas para competir nas Olimpíadas "paralelas", que ficaram conhecidas como a primeira ParaOlimpíada. Desde então, os Jogos ParaOlímpicos foram realizados em cada ano olímpico. A partir do verão de 1988 nos Jogos Olímpicos de Seul, Coreia do Sul, ficou acordado que a cidade anfitriã para a realização dos Jogos Olímpicos também seria o palco dos Jogos ParaOlímpicos.
 
Este acordo de cooperação foi ratificado em 2001.

Jogos Olímpicos da Juventude

Em 6 de Julho de 2007, os membros do C.I.O., na 119ª sessão da entidade, na cidade da Guatemala, aprovaram a criação da versão jovem dos Jogos Olímpicos.
 
Os Jogos Olímpicos de Verão da Juventude de 2010, oficialmente conhecidos como Jogos da I Olimpíada de Verão da Juventude. Foram um evento multi-desportivo realizado pela primeira vez e celebrado na tradição dos Jogos Olímpicos, exclusivamente para jovens entre os 14 e 18 anos, tendo como sede Singapura. O país obteve o direito de sediar os Jogos numa decisão anunciada em 21 de Fevereiro de 2008.
 
Durante os doze dias de competição, 3.531 atletas dos 205 países filiados no Comité Olímpico, competiram em 31 modalidades.
 
A primeira edição dos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude, foi realizada em Janeiro de 2012 em Innsbruck (Áustria) e o evento reuniu 1.059 atletas.
 
 
 
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